meus textos



























Vivências

Logo depois que acordo, eu formulo pensamentos de incentivo a mim mesmos e compartilho com meus amigos do Facebook.
 Como aqui no Blog o número de acessos é grande (sim, no meu vocabulário essa palavra existe. rsrs), e diante dos pedidos de alguns amigos para que enviassem a eles uma lista destes pensamentos, argumentando que sempre começam o dia com as palavras de incentivo (acho isso tão chik e digno de mim ahahah), me descobri a egoísta que sou  por não postar aqui estes pensamentos, deixando milhares de leitores que sempre vem me oferecer tanto carinho sem me conhecerem um pouco mais e quem sabe, os ajudando também com o que sinto e vivencio, porque absolutamente tudo o que lerem abaixo se refere a mim.

Parte I

Quando paramos de lamentar o que se foi, e abrimos espaço para o novo, nos damos conta de que tudo é uma questão de amor próprio, de acreditar realmente que somos tão especiais para, que Ele nunca quer que estejamos rodeados de tudo aquilo que não seja digno de nós.

Ninguém está livre de sentir grandes dores. E elas não são de outra forma: feridas cansadas de curativos exigindo tratamento profundo.
 Feliz daquele que tem como remédio a cura dessas dores.

Quem não sabe apreciar o azul do céu, tampouco saberá apreciar o brilho dos próprios olhos.
Com o tempo, a gente vai aprendendo que assumir um compromisso por amor é totalmente diferente de quando a gente ama por compromisso.

E o primeiro compromisso por amor que devemos ter é com a gente mesmo.

Quem vive apenas da realidade quase sempre está morto. Eu sonho muito! Mas mais importante que sonhar é a gente descobrir que somos capazes de realizá-los.

 Isso impulsiona a seguirmos sempre em frente, a levantarmos nas quedas, a acariciarmos as cicatrizes para não esquecermos que um dia foi menor do que somos hoje.

Ofereço a você um céu do mais lindo azul para cobrir o seu dia.
E quando você pensa que vai tropeçar, vem um anjo e te estende as mãos.
Essa é a dádiva daqueles que crêem nas maravilhas de seu DEUS.
Porque o pensamento que comunga com o coração tem poder.

Sendo assim, é preciso que o recipiente chamado coração esteja repleto de amor e boa vontade.
Sempre que eu me amei quis dar tudo para a pessoa amada: meu tempo, meus sonhos, e até meus beijos.

Até que um dia olhei no espelho e percebi que estava tão vazia de mim mesma que eu quase não existia. Então passei a escolher melhor a boca onde ia depositar meus beijos.

Eu não tenho medo de me perder, porque isso significa que tive a coragem necessária para seguir.

Se o AMOR não tem explicação, por que insistimos em querer medi-lo? Desejo que todo mundo possa amar sem fita métrica… inclusive eu.

Quando cultivamos a alegria e a fé estamos dando oportunidade para agir.
É assim: se você vive de acordo com o que os outros pensam vai ser apenas mais um; mas se vive de acordo com o que seu coração quer vai se destacar na multidão.

 E é esse atrevimento de ir contra que vai fazer com que as pessoas te respeitem pelo que você É e não pelo q você TEM.

Dois corpos nus se aquecem que é uma maravilha! Mas bom mesmo, maravilhoso mesmo, é quando duas almas se encontram, se despem e descobrem que querem e precisa aquecer uma a outra.

O melhor da vida é descobrir que dá pra sorrir muito, apesar dos pesares.

Qualquer sorriso fica mais bonito com um batom de qualidade.
Acordei egoísta. Quero tudo o que você quiser me dar. Inclusive seus sonhos.

Acho que a gente começa a perceber o valor que tem quando assume as próprias imperfeições e começa a entender q pode modificar tudo isso com amor, perseverança. Em nós mesmos.

Parei de conjugar os verbos que compõem a minha felicidade no futuro e passei a conjugá-los no presente: amar hoje, sorrir hoje, beijar hoje, abraçar hoje, fazer amor hoje, brincar hoje, dizer te amo hoje, chorar de tanto rir hoje, fazer amizades hoje, enfim, SER FELIZ HOJE!!!

A solidão não deve ser vista como uma coisa triste, mas como oportunidade para convivermos com nós mesmos, e como deve ser em toda boa relação, trabalhar as diferenças, aparar as arestas.

Quando pararmos de nos sentir sozinho em nossa própria cia., é porque estamos verdadeiramente prontos para receber alguém em nossas vidas.

Beijar na boca exercita um monte de músculos; fazer sexo também; mas AMAR exercita a alma.

Nossa quanta alma enferrujada vagando por aí esperando um sapo vestido de príncipe. Vá procure o seu...
 




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De onde vem esse sorriso?


Nós, mulherões, sempre ouvimos que temos o rosto tão lindo e que se emagrecêssemos…. Blá,blá,bláááááá´...

Opa tem algo errado aí, na verdade, um equívoco.

Geralmente as pessoas imaginam que só se pode ser felizes estando magra, ou seja, quem está acima do peso não tem o direito, sequer, de ser amado por alguém.

Contradizendo esses pensamentos, temos vários exemplos de mulheres que são bem amadas e que estão bem acima do peso. Outro dia uma amiga me contou que o noivo ao pedir sua mão em casamento disse que não queria só a mão e sim tudo e depois ainda afirmou que se ela emagrecesse iria atrás de outra gordinha! Ulálá, essa amiga tá passando muito bem, mas o gato em questão mais ainda. Ufá...

É bem provável que se as pessoas fossem despidas de certos preconceitos elas não nos diriam essa frase horrível.

Outro equivoco é dizer que todo gordinho sempre está de bom humor porque come chocolate… Aiaiai difícil né, deixa explicar uma coisa… Eu, particularmente, tenho bom humor porque me delicio com chocolate, sim, mas também porque sou amada, desejada, deliciosa e inteligente.

Além disso, adoro beijo na boca e falar de amor, o que nos deixa com a pele brilhando… Tenho uma vida profissional, gosto de me arrumar, passar creme, ir ao cabeleireiro, me vestir bem, … Ah,

Enfim, não me escondo da vida e de tudo que ela me oferece. Mas o mais importante é que não condiciono minha felicidade ao meu peso.

E você, de onde vem esse sorriso tão lindo?

 



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Amar é outros quinhentos


Dentro da gente existe um universo em constante mutação que busca o equilíbrio. Somos como a nossa mãe terra que reage de acordo com a maneira que a tratamos.

Quem nunca passou por um tsunami em sua vida que atire o primeiro papel de bala. É aquela época em que parece que tudo esta ruindo e desmoronando e então nos sentimos devastados e nus diante dos problemas. Cada um reage de forma distinta, de acordo com sua vontade, conhecimento de mundo, e principalmente pelas emoções construídas no decorrer da vida.

São nestas horas em que temos que procurar o tal equilíbrio e saber balancear razão e emoção, buscando dentro de nós os fatores que foram alimentados para que suas ações lhe trouxessem reações tão pesadas e doloridas.

Onde está e qual é a causa desse epicentro que vem detonando suas possibilidades de ver a vida por ângulos diferentes e mais suaves, contribuindo para essa vidinha mais ou menos que você leva.

No auge dessas crises nos tornamos mais depressivos e voltados para um mundinho sem vergonha e sem perspectivas que passamos a alimentar através da autopiedade, da mania em fazer drama como se isso fizesse com que às pessoas tenham piedade de nós o que nos oferece uma falsa sensação de estarmos sendo amados.

Acontece que ninguém sai por aí amando as pessoas só porque tem dó delas, ou você ama todo mundo por quem nutre um sentimento de piedade?
 Pois eu não. Tanto é que na época de minha vida em que eu mais exercia esse papel de coitadinha foi a época em que menos  me amei, em que menos me dei valor, então, sem gostar de mim mesma foi impossível até me relacionar de forma carinhosa com as outras pessoas.

E, convenhamos amar nunca foi tarefa fácil.  Nós podemos até gostar, ter afinidades, sentir carinho, mas amar é outros quinhentos e tem que começar com a gente mesmo.

 Amar é sentir paz mesmo quando temos consciência de que não tomamos o caminho certo, a resolução certa, mas acreditamos tanto em nós mesmos que sabemos que iremos conseguir passar pelas catástrofes em segurança e que sairemos delas mais fortes. 

Amar é saber dizer não, adeus, basta, é cortar vínculos com coisas e pessoas que te fazem mal e alimentam o epicentro.

É eu sei que dói quando percebemos que a nossa relação conosco mesmo às vezes é muito mais de ódio do que de amor. Mas não precisa se descabelar, a gente só merece estar descabelada depois de estar com aquele gato cobiçadíssimo, e não por motivos menos nobres do que fazer amor.

 Portanto, pense que ao menos você sabe que possui uma relação com quem realmente é importante em sua vida, e que o final feliz só depende de você.








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Aprenda a dizer não


É muito simples o porquê de não conseguirmos dizer não – queremos ser aceitos – pela família, pelos filhos, amigos, enfim, por todos e para isso imaginamos que cedendo a todos os pedidos alcançaremos essa aceitação. Mas este pensamento está errado.

A partir do momento em que você começa a ceder a tudo que lhe pedem as pessoas simplesmente perdem o respeito e a noção das coisas.

Sempre que precisarem de alguém, para qualquer coisa, chamarão você. Mas não seria falta de caridade não ajudar? Não estamos aqui falando de não ajudar ao próximo e, sim, dizer alguns “nãos” quando você não pode ou quando você não quer. É simples. Sua melhor amiga te chama pra sair justamente naquele dia que a única coisa que você quer é ficar em casa, debaixo das cobertas. O que fazer? Dizer que não está afim ou sair só para não chateá-la? Muitas vezes fazemos coisas que não nos agradam só para não desagradar aos outros, mas isso está certo? Estamos sendo verdadeiros com quem mais importa em nossas vidas, ou seja, nós mesmos? Acho que não, apesar de ser um treino bem difícil, temos de aprender a dizer não para coisas que não nos agradam ou, simplesmente, não estamos afim.

Pode parecer cruel, mas com a maturidade conseguimos entender que não será um “não” que acabará com a família ou com a amizade. E se acabar, é porque não era uma relação verdadeira.

Amigos de verdade nos respeitam. Então, pare pra pensar e veja se você não está fazendo somente o que os outros querem em detrimento de sua própria vontade só para agradar.
 Em nossa vida, a pessoa que mais devemos agradar, somos nós mesmas, pois pode ter certeza de que ninguém fará isso por você, a não ser você mesma.

Você mesma...

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Amor ou submissão?


Ninguém deve fingir que aceita os sonhos e as vontades do outro, cada um tem sua própria vida para escrever e não temos o direito de rasurar a história de ninguém, e quando pensamos em relacionamentos a coisa fica ainda mais complicada.

Quando estamos na fase da conquista, tentamos nos mostrar como aquele que está ali para completar a vida do outro, e se quer somos capazes de parar para pensar se realmente é isso que desejamos, ou se é carência, ou se estamos vivendo a fase “deixa a vida me levar”.

E então o egoísmo nos cega e o que realmente passa a importar naquele momento não é o que o gato deseja, mas sim o que você quer, e naquele momento o que mais almeja é poder sair desfilando por aí com o dito cujo. Ou vice versa.

 Nesse caso você está buscando a auto afirmação e não um relacionamento pautado no amor. Amor é coisa bem diferente. O amor é algo muito profundo e não brincadeira que a gente começa e termina na hora em que bem entende. O amor é o que é não precisa de tradução, de explicação, e qualquer teoria apenas tenta expor em palavras o que o coração sente quando está em profunda sintonia com a alma.

Dizem que um relacionamento construído no amor não é egoísta, nem se prende a convenções, e ao contrário do que muitos pensam, é leve como uma pluma, e avesso a qualquer tipo de poder que possa levar alguém a se sentir subjugado.

Amor não tem nada a ver com poder. Entre duas pessoas que se amam não pode haver hierarquia, pois isso destrói a capacidade das pessoas de se declarar humano, dotado de virtudes e defeitos, sonhos e desejos. Quando se vive um relacionamento onde um se sobrepõe ao outro, é como se vivesse em um regime escravocrata, e sendo assim, não há troca, mas apenas submissão. 

E a submissão não se pratica sozinho, assim como o amor é preciso que haja duas pessoas, porém, diferente do amor que engrandece e nos torna fortes diante das intempéries da vida, a submissão nos faz pequenos, ínfimos, machuca nossas asas e nos impede de voar.

Portanto, cuide das suas asas, não permita que seus sonhos sejam anulados ou esmagados pela sua pouquíssima autoestima. Trabalhe o que tem de melhor e se permita voar. Acredite, tem muito jardim que você precisa conhecer.  






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Já tirou sarro de si mesma para evitar que os outros fizessem isso antes de você?



Quando eu era uma gorda que se achava magra e feia, eu tirava sarro de mim mesma. Era uma forma de impedir que me magoassem, me magoando de antemão.



Vocês podem até achar exagero, mas desde pequena eu sofria ao receber apelidinhos que me magoavam. Na pré-escola eu era chamada de Rata Branca por uma amiga. No ensino fundamental eu era a nhonho, porque por ser gordinha.  E quanto mais me chamavam, mais eu chorava.



 E quanto mais eu chorava mais me chamavam. Lembro até das minhas professoras rindo das provocações o que me fazia me sentir, além de humilhada, desprotegida.



Em casa, onde passava minhas férias escolares, eu era a “cabelo de miojo”. (pela minha irmã) Acho que não preciso citar aqui o quanto sofri também com as zoações por conta da música dos raimundos...



 Fui crescendo assim, recebendo apelidinhos e rezando para que as pessoas os esquecessem e eu pudesse ser chamada apenas de Fabrícia.



 Na adolescência, as  “muy amigas” deviam perceber que eu não me amava e ironizavam minhas roupas de patricinha, meu olho caído, minha ausência de bunda, meus seios volumosos, meus lábios grossos, minha pele exageradamente branca etc.

 Obvio que eu não percebia que aquelas brincadeiras poderiam até mesmo ser fruto da inveja daquelas garotas.



 Eu acreditava em tudo. Então, para evitar que caçoassem de mim, eu já chegava às reuniõezinhas colocando defeitos em mim mesmos, para não deixar espaço para que zombassem de mim.



Já adulta, um pouco antes de pensar em criar o Blog, eu freqüentava algumas comunidades no finado Orkut. Em uma delas, em que debatíamos diariamente, fiz muitos amigos. Com opiniões fortes, conquistei a admiração de alguns seguidores e ofusquei o brilho de algumas participantes mais antigas, que faziam piadinhas acerca de minha silhueta. Chamavam-me de baleia.



Aquilo me magoava e por mais que eu pedisse para pararem, aquelas mulheres adultas continuavam insistindo na piada sem graça.



 Certa vez, ouve uma eleição para decidir quem seria a nova moderadora da comunidade. As pessoas mais populares se inscreveram. Então, tive a idéia de me inscrever também, com o nome “Fabrícia Baleia”. Organizei até uma campanha, em que dizia que as pessoas deveriam confiar em mim, porque as baleias vivem em grupos, são dóceis e leais aos seus companheiros, além de serem resistentes ao percorrerem grandes distâncias sem se cansar.



No fundo, tirar sarro de mim mesma sem me amar de verdade, impedia que as pessoas continuassem a falar mal. Porém, aquilo ainda me magoava. Juro que eu gostaria de dizer que nunca sofri que sempre me amei, mas isso não confere com a realidade.

 Eu me achava a mosquinha do cocô do cavalo do bandido e tive que percorrer um longo caminho até conseguir olhar no espelho e enxergar uma mulher linda, inteligente e muito gostosa.



Hoje, faço piada de mim mesma. Mas desta vez não como fazia antes, para me defender. Faço para me divertir. Antes, me auto-intitular “gorda” seria uma proteção.

Hoje é algo normal, uma forma até carinhosa, porque a palavra e seu significado perderam aquela força negativa que exerciam sobre mim.



Um exemplo bacana de auto-tiração de sarro é o ídolo do UFC Anderson Silva. O lutador de MMA, admirado por todo o mundo por conta de suas habilidades em artes marciais e, sobretudo por sua força, era ridicularizado por comentaristas de lutas e adversários. O motivo? Sua voz fininha, fininha, como a de um menino prestes a entrar na puberdade.



Após anos de gozações, Anderson Silva driblou as provocações, assumiu a voz fina e tirou sarro de si mesmo em um comercial do Burguer King, cujo slogan era: “Mega BK Stacker”.



Tão assustador que você “afina”. Ele com certeza encheu o bolso de dinheiro com o comercial e transformou a piada sobre sua voz fina super ultrapassada dali em diante. Veja esse que considero uma das melhores propagandas de todos os tempos:



Há um blog muito bacana chamado Boboquice Digital que cita essa e outras auto-tirações de sarro para vocês assitirem e perceberem que até mesmo gente famosa sofre com piadas, perseguições, apelidos, mas que sempre é possível dar a volta por cima.





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A vida fica quem passa é nós


Uma amiga certo dia me disse que cansou de ouvir as pessoas dizerem que “a vida passa”, mas que ela pensa diferente.
Em sua concepção “a vida fica, quem passa é nós”.

Não me lembro de algum dia ter pensado desta maneira e, se já o fiz, com certeza foi em uma época em que a ânsia pela quantidade era muito maior do que a pela qualidade. Diferente de agora que ao ler a mensagem fiquei absorta em meus pensamentos tentando recriar passagens de minha vida como quem quer assistir a um trailer de uma história interessante.

 Procurando achar detalhes que marcaram minha passagem pela vida até aqui.

As primeiras lembranças que vieram a minha mente foram acontecimentos que de alguma forma feriram meu coração.

Quando temos esse tipo de recordação uma nostalgia carrega nossos olhos e a melancolia toma conta.
 Parece que sentimos um prazer extra em alimentar essas lembranças.

Mas se estou à procura de fatos vividos e marcantes, não deve querer separá-los em bons ou ruins, mas sim  em acontecimentos que transformaram, ou não, a minha história. E, se eu soube aproveitar os bons momentos, ótimo, mas se eu soube transformar os ruins em lições, melhor ainda, porque no fundo, o que realmente nos ensina a viver são nossas atitudes diante das feridas abertas, ou seja, o que fazemos para curá-las.

Antes, não há muito tempo, quando eu me lembrava da minha infância recheada de férias em casa, de brincadeiras de rua, dos presentes no natal, das sensações vividas na época do primeiro beijo e na descoberta do amor, e a emoção indescritível do nascimento das minhas filhas, eu dizia que era feliz e não sabia. 

Mas hoje, ao olhar para trás, eu vejo que, apesar de algumas atitudes não tão legais cometidas para comigo mesma (talvez pela imaturidade dos sonhos, ou mesmo pela impaciência da alma), percebo que até hoje passei pela vida de forma não tão brilhante assim.

Amando e sendo amada, desejando e sendo desejada, busquei cada sonho que me preenchia a alma, alguns me renderam muitas lágrimas e cicatrizes, e outros tantos a felicidade, mas todos me dando a certeza de que eu não estava passando pela vida em vão.

Ai me dizendo assim será.

Quero, a cada amanhecer, poder olhar o dia que passou com muito mais serenidade e alegria, e com a consciência de que, se não pude realizar tudo o que eu desejo ou desejava, e nem ir muito além do que sonhava, a cada dia que eu passar pela vida tenho, por obrigação, vivê-la abundantemente em todos os sentidos.

E só se vive em abundância quem consegue passar pela vida fortalecendo a fé em si mesmo, acreditando em seu poder como obra divina.   Mas em “deus” não acredito mais, por vários motivos que aconteceram em minha vida, para crer que esse “deus” que todos crêem eu não acredito. Será que posso estar certa, errada, não sei mais ele não fez nada para eu não pensar que ele não exista... será que estou certa?
 

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A mulher de 34 anos…


Pensei que depois de completar os tão temidos 30, nenhum ano a mais poderia causar tanta diferença emminha vida.

 O aniversário de 34 anos representa o rompimento com aquela adolescência tardia que sustentamos com um desespero disfarçado, por tanto tempo, durante todos os 20 e poucos, 20 e muitos, 20 e todos os anos.

Aí vêm os 31 32 e 33 anos e, de repente, a poesia em forma de idade: 34 anos.

Não tem jeito. 34 já é quase 40.
 Não dá mais para olhar para trás e dizer: “tenho 30 e poucos”. 

Está lá o pé de galinha estampado no cantinho do olho, o vinco na testa que não some nem com o rogou importado de ultra-rica.

O bumbum cai. Ah, ele cai. E, de repente, você enxerga gritando entre os fios de cabelo castanhos, um fio branco. E ele é grande. Muito grande e grosso… Mostra para o que veio! 

Vem pra dizer que o tempo passou que você não é mais uma menina. Você pensa: “se meu cabelo está ficando velho, imagine meus ovários”.

 E então lembra dos filhos que não teve(caso quem não teve ainda, eu tenho uma flha de 08 anos). E, surpreendentemente, fica estranhamente calma. Ri de si mesma.

Ri, porque ao contrário da menina que foi ontem, sabe olhar com graça para os sonhos não realizados, para as conquistas não vividas e para os erros cometidos. 

Percebe que, mesmo com a maturidade escancarada pelo fio de cabelo branco, ainda tem tempo para viver tudo o que sonhou e sabe que, mesmo que não consiga, ainda assim, a vida terá valido a pena.

 Aprende o que é gratidão. 

Aprende o que é ter paciência.

Essa mulher de 34 anos tem maturidade suficiente para perceber que também viveu coisas diferentes e grandiosas com as quais jamais ousou sonhar.

 Percebe que, vez ou outra, precisou mudar o rumo, sabiamente, vivendo descobertas maravilhosas.

A mulher de 34 anos já não tem mais medo, tem coragem.

A mulher de 34 anos sou eu.

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